sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Fogo e Gelo

 
Eu durmo o sono de demônios

Preso num pesadelo sem fim


E aqui não há fogo, ou gritos ou cenas obscenas


Só o frio, o silêncio e a dor



Eu durmo o sono de demônios


No fundo dessa cova, infame e fria, olho as estrelas ao longe


E quero queimar em sua luz fulgurante



O tempo de espera acabou...


E eu enfio minhas garras no gelo e me elevo para a luz.